Posts categorized “Lagoa Henriques”.

MESTRE LAGOA HENRIQUES (1923-2009). Transladação das ossadas no Cemitério dos Prazeres (Lisboa, 27 de mayo de 2015)

 

LAGOA HENRIQUES POR Vitor Serrão

[Foto: Vitor Serrão]

 

MESTRE LAGOA HENRIQUES. A toda a comunidade escolar, o Presidente da Faculdade de Belas-Artes informa que no dia 27 de Maio, quarta-feira, pelas 10h15, decorrerá no Cemitério dos Prazeres a cerimónia de transladação das ossadas do Mestre Lagoa Henriques (1923-2009). Os restos mortais serão transferidos do Cemitério da Ajuda, de onde partem às 10h, para o Cemitério dos Prazeres onde serão depositados em sepultura perpétua. O transporte será efectuado pela Câmara Municipal de Lisboa, entidade que oferece também a respectiva urna. O acto, para o qual se convida a comunidade escolar, não substitui a cerimónia de homenagem à memória do artista e pedagogo, que se realizará em data a anunciar.

 

UN POEMA DE PESSOA, UN «PESSOA» POR ALMADA, OTRO POR VASCO Y TRES DETALLES DEL «PESSOA» DE LAGOA. Fotos de Lauro Gandul Verdún (Lisboa 2012)

.

.

POR ALMADA.

PO

POR VASCO

.

POR LAGOA

1

,

2

.

3

COLOQUIOS (98). Gabi Mendoza Ugalde

– Escotado el vestido, la carne de su busto descubrimos cuando se nos sentó la hija de un amigo junto a Lagoa Henriques, que se quedó prendado de la joven a quien habló sobre la moral física. ¿Te acuerdas?

– Sí. Primero la muchacha se ruborizó. Luego pasó de la complacencia a la duda: no sabía si el maestro la elogiaba o la advertía de funestos peligros. 

– Creo que era una advertencia para ella, y para todos nosotros. ¿No te parece?

– Estoy contigo. Ese día, allí, nos estaba dando una lección. Además, no olvido la blancura y la frescura de aquellas carnes.

– Yo tampoco.

DIÁLOGO IMAGINÁRIO. «Memórias de um encontro no Chiado: Fernando Pessoa n’ “A Brasileira”, com Vicente Núñez, Lagoa Henriques e Carlos Amado». Por Luis Jorge Gonçalves, Lauro Gandul Verdún e Olga Mª Duarte Piña (Lisboa, 1998-2011)

VICENTE NÚÑEZ: «Lo que siempre se ha perpetuado es la carne como bronce.»«¡Dime tú lo que te quería decir!»

FERNANDO PESSOA: «Põe-me as mãos nos hombros…/ Beija-me na fronte…/ Minha vida é escombros,/ A minha alma insonte.// Eu não sei porqué,/ Meu desde onde venho,/ Sou o ser que vê,/ E vê tudo estranho.// Põe a tua mão/ Sobre o meu cabelo…/ Tudo é ilusão./ Sonhar é sabê-lo.»

V. N.: «Tu yo y mi tú son diametralmente idénticos.»«Sólo la literatura inglesa se salva de lo literario.»«Escribir con otro lenguaje lo aprendí de la inglesa provecta de los Baños del Carmen. Por eso Rilke, y Rimbaud…Todo lo que hablara como yo en otra tesitura.»

F. P.: «Não meu, não meu é quanto escrevo,/ A quem o devo?/ De quem sou arauto nado?»

V. N.: «Sin ajeneidad no hay yo.» «Sólo en el olvido sé quién soy.»

F. P.: «Há tão pouca gente que ame as paisagens que não existem!…»

V. N.: «Buscarse en la pérdida es hallarse en la búsqueda.»

F. P.: «Pouco importa de onde a brisa/ Traz o olor que nela vem.»

V. N.: «Me hubiera gustado, y sé que no lo he conseguido, ser un poema.» «Cuando digo yo no soy legítimamente yo mismo, sino el borroso deseo de serlo.»

F. P.: «Entre o luar e a folhagem,/ Entre o sossego e o arvoredo,/ Entre o ser noite e haver aragem/ Passa um segredo.»

V. N.: «Ciertas menudencias: ése es el secreto.»

F. P.: «Sinto que sou ninguém salvo uma sombra/ De um vulto que não vejo e que me assombra,/ E em nada existo como a treva fria.»

V. N.: «Nadie elige la oscuridad si no es por la luz que emana de ella.» «Si sois es porque ya dejasteis de serlo.»

F. P.: «…um cão verde corre atrás da minha saudade»

V. N.: «No hay que fiarse de las palabras, pero tampoco del silencio. Porque es un perro hambriento.» «El silencio soy yo.»

F. P.: «O teu silencio é uma nau com todas as velas pandas…/ Brandas, as brisas brincam nas flâmulas, teu sorriso…/ E o teu sorriso no teu silêncio é as escadas e as andas/ Com que me finjo mais alto e ao pé de cualquer paraíso…»

V. N.: «Parecida es la pureza del toro a la impureza del ángel.» «Fin de siglo. Fin del discurso. Fragmentos. Fragmentos.»

LAGOA HENRIQUES: «Recupero a imagem a ideia/ A forma degradada/ A ilusão perdida/ A história inacabada o espanto/ O sortilégio/ O banco de jardim/ O silêncio maior a morada/ A rua o bairro a porta/ A folha morta/ O tritão do claustro dos Jerónimos»

            «A mancha/ Acidental/ A estrela/ A riba/ Un friso de onze pombos// Ao vinho/ E a gordura/ Entrando no poema/ A pena de gaivota/ A gata preta/ O sonho/ O Teorema»

            «A Cesário Verde/ A Fernando Pessoa/ Ao meu avô Jacinto José Pedro/ A meus Pais/ A todos os meus Amigos/ A todos os meus Alunos/ Filhos do Sol e da Lua/ Procurar agarrar/ No correr do tempo/ Na “Passagem das horas”/ Uma mão cheia de imagens/ Surpreender o imprevisto e insólito/ O natural o simbólico/ No quotidiano visual/ Em tudo o rigor dar formas/ A metamorfose permanente/ Presente, ausente/ O privilégio, o sortilégio, da dádiva na dúvida.»

V. N.: ¡Ah, entrañables amigos de Lisboa aquí reunidos esta noche! Cualquier día, cuando tú, Mestre Lagoa, digas, quedamos con Carlos Amado en los Silos de Monturque.

FERNANDO PESSOA, LAGOA HENRIQUES, CARLOS AMADO Y VICENTE NÚÑEZ CONVERSAN EN LISBOA. Fotografía de Lauro Gandul Verdún (7 de julio de 1998)

A PESCA NA VILA DE OLHÃO. Lagoa Henriques (1923-2009)

 

 

OLLÃO, VILA CUBISTA. Lagoa Henriques (1923-2009)

 

 

 

CARLOS AMADO, In Memoriam

 

«No dia 1 de Novembro faleceu o Professor Carlos Amado.
O corpo vai estar em câmara ardente no dia 2, no seu atelier, em
Pedrouços, e o funeral realiza-se no dia 3 de Novembro.

Não posso deixar de prestar a mais sentida homenagem a um Professor Amado por todos e que tanto deu pela nossa Faculdade.

Até sempre»

Luís Jorge Gonçalves (Decano de la Facultad de Bellas Artes de Lisboa) 

 

 

Fuimos siempre queridos por el profesor Carlos Amado, asistió junto con Lagoa Henriques al acto de presentación del nº1 de la revista ilustrada de poesía «CARMINA» y participó en la elección de poemas lusitanos para el nº3. Con todo nuestro reconocimiento a su delicada colaboración queremos desear su descanso eterno.

Antonio Luis Albás, Lauro Gandul y Olga Duarte (cuidadores de este Blog Literario)

 

 

RECUPERO A IMAGEN A IDEIA. Poema de Lagoa Henriques (2005)

 

Escultura de Fernando Pessoa
(detalle) 
por Lagoa Henriques
Lisboa

 

 

 

 

A MANCHA ACIDENTAL. Lagoa Henriques (1923-2009). Dibujo de Rafael Aguilera, (2003)

«CARMINA» Nº 3